Parteiras do Pará discutem sobre parto domiciliar e valorização da atividade

A partir desta segunda-feira (08), profissionais de saúde, gestores dos municípios de Baião, Cametá, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba e Oeiras do Pará, e parteiras vindas de diversas regiões do estado estarão reunidas para o “Encontro de Parteiras Tradicionais para inclusão e melhoria da qualidade da assistência ao parto domiciliar no SUS”. O objetivo é fortalecer o vínculo entre as parteiras e os profissionais de saúde, dando continuidade as ações do Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais. A ação é promovida pelo Grupo Curumim, ong pernambucana que trabalha com parteiras tradicionais, em parceria com a Secretaria de Saúde do Pará, Prefeitura Municipal de Baião e Associação de Parteiras de Cametá, e apoio do Ministério da Saúde. O encontro acontece a partir das 8h e vai até a quinta-feira (11), no seminário São Vicente de Paula, no município de Cametá, e terá a participação da Universidade Federal da  Paraíba.
 
Dados de 2009 apontam que, em todo o Brasil, cerca de 30 mil crianças nascem em casa. Somente na região norte, são cerca de 15.600 nascimentos domiciliares. O Pará possui mais de 1200 parteiras cadastradas pela SESPA.
 
Apesar do alto número de partos realizados por parteiras, em especial no Norte e Nordeste, o trabalho dessas mulheres não é reconhecido. “Apesar das parteiras atenderem a mais de 20% dos partos em alguns municípios dessa região, elas ainda não são reconhecidas, não tem colaboração das secretarias de saúde, o que pode por em risco a vida das mães e dos bebês”, afirma Paula Viana, coordenadora do Grupo Curumim.
 
Para a enfermeira obstetra e pesquisadora da UFPB, professora Doutora Maria Djair Dias, é fundamental que haja a integração da parteira no Sistema Único de Saúde (SUS). “É revoltante que essas mulheres trabalhem toda a vida para o sistema e não sejam reconhecidas. Elas precisam ser incluídas pelo SUS e ter o seu trabalho reconhecido, pois, independente do lugar e das condições, elas cumprem o seu papel de cidadãs e de mulheres que cuidam de outras mulheres no momento de grande significação que é o nascimento.”
 
O Grupo Curumim desenvolve o Programa Parteira, que propõe e incide nas definições de políticas públicas de saúde para a inclusão do parto domiciliar assistido por parteiras tradicionais no conjunto da atenção integral à saúde da mulher no Brasil.
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Comments
One Response to “Parteiras do Pará discutem sobre parto domiciliar e valorização da atividade”
  1. Prezados/as Senhores/as,

    Tenho acompnhado três Associações de Parteiras Tradicionais no Interior do Maranhão: Urbano Santos, Belagua e São Benedito. Gostaria se possivel de receber mais informações do trabalho que esta sendo feito em prol das Parteiras no Brasil. Quais as perspectivas do reconhecimento profissional delas.

    Meu trabalho é colaboração, apoio e, acompanho a luta daquelas mulheres no interior para se fazerem presentes onde a saúde pública não chega.

    Aguardo as informações dos Senhores/as

    Djalma Costa
    E-Changer Brasil

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