Parteiras pela humanização do parto e pela valorização do seu ofício

Na próxima quinta-feira (05), parteiras de Pernambuco realizam uma marcha em Caruaru, agreste do estado, para marcar o Dia Internacional da Parteira. Com o lema “Pela humanização do parto”, elas reivindicam melhor atendimento para mulheres e crianças, além do reconhecimento e valorização da atividade de parteira. O ato acontecerá o Marco Zero da cidade, a partir das 8h30. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, existem 1026 parteiras tradicionais em Pernambuco, das quais 887 atuam na área rural, 93 na área urbana e 46 nas áreas rural e urbana. Também haverá atos públicos relativos a data em Brasília.

A marcha de Caruaru é promovida pela Associação de Parteiras Tradicionais de Caruaru, em parceria com o Grupo Curumim e secretarias Municipal e Estadual de Saúde, e terá a presença de parteiras dos municípios de Jataúba, Brejo da Madre de Deus, Bonito, Belo Jardim, São Caetano, Cupira, Altinho, Jurema, Caruaru e Taquaritinga do Norte, entre outros. Na ocasião, haverá distribuição de material informativo sobre o ofício de partejar. Para a presidente da Associação de Parteiras Tradicionais de Caruaru, Maria Fernanda da Silva, é importante que haja o reconhecimento da parteira como uma profissional. “Nós trabalhamos sem nenhuma remuneração financeira e isso dificulta muito a atividade. Além disso, faltam materiais para realizarmos os partos. Nós também queremos um melhor acesso da parteira ao hospital não só no momento do parto, mas também quando a mulher vai realizar o pré-natal”, ressalta.

Outra reivindicação das parteiras é o reconhecimento da atividade, com melhores condições de trabalho e a integração dessas profissionais ao Sistema Único de Saúde. O trabalho que desenvolvem se apresenta como essencial para a saúde de mulheres e crianças, principalmente nas áreas mais pobres, ademais, colaboram com o Estado e o município na redução da mortalidade materna e neonatal. “Essas mulheres são responsáveis pelo cuidado de várias gestantes e crianças, principalmente nas localidades onde não tem médico. Além disso, levam segurança e conforto para as grávidas. Por isso esse vínculo da parteira com a área de atenção básica a saúde é importante como estratégia de promoção da saúde e de redução da mortalidade materna e neonatal”, afirma Paula Viana, coordenadora do Grupo Curumim.

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