Parteiras de Roraima estão sendo convocadas para cadastramento

Fonte: Folha de Boa Vista

O Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Mulher, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), está convocando todas as parteiras tradicionais dos quinze municípios do Estado de Roraima para formalizarem um cadastro que será enviado ao Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (MS).

O objetivo é manter o MS informado, por meio das secretarias estaduais, quanto ao número de parteiras existentes em cada município, possibilitando o conhecimento do modelo de assistência prestado por essas pessoas.

A ação requer a adoção das fichas de cadastro que já estão sendo utilizadas em alguns Estados. Em Roraima o Núcleo está enviando ofício para os secretários de saúde dos municípios solicitando levantamento da quantidade de parteiras existentes nas localidades, e só assim realizar o cadastramento.

De acordo com a gerente do Núcleo, Claudia Regina Garcez, o primeiro momento é de localizar as parteiras para que seja feita a ficha de cadastramento. “Após esse cadastro e o número de parteiras tradicionais que conseguiremos levantar, será realizado um curso de qualificação como forma dessas pessoas melhorarem o trabalho realizado com gestantes que moram em vicinais de difícil acesso, onde muitas vezes não há possibilidade de a mãe sair do local para chegar até a cidade e receber o atendimento materno-infantil”, esclareceu.

CAPACITAÇÃO – Desde 2001 já foram realizadas capacitações para as parteiras tradicionais em Roraima tendo como colaborador o Grupo Curumim, do Estado de Pernambuco, em parceria com o Ministério da Saúde, onde mais de 100 parteiras receberam a qualificação. A última aconteceu no mês de março de 2010. Participaram cerca de 60 pessoas entre gestores e parteiras indígenas e não-indígenas da Capital e dos municípios. Outra capacitação com o tema reanimação neonatal aconteceu recentemente em Boa Vista e no Uiramutã.

REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA

Segundo Claudia, trabalhar com parteiras tradicionais é uma das recomendações do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal desde seu lançamento, em maio de 2004. O Pacto representa também o compromisso de gestão com Política Nacional de Atenção à Saúde da Mulher.

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