No dia da parteira, a reivindicação é por direitos

Nesta quarta-feira (05), comemora-se o Dia Internacional da Parteira.  Pernambuco, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, possui pelo menos 1.026 parteiras atuando nas 11 áreas territoriais cobertas pelas suas gerências. Trabalhando nos centros urbanos, no interior e nas comunidades indígenas e quilombolas, estas mulheres são responsáveis pelo cuidado de centenas de gestantes, além de serem verdadeiras guardiãs de formas
culturais tradicionais de conceber e de serem agentes para redução das mortes maternas. O desafio, no entanto, é garantir, minimamente, o direito a aposentadoria destas trabalhadoras.

Atualmente, no Brasil, nenhuma mulher se aposenta como parteira tradicional, apesar do Ministério do Trabalho reconhecer o exercício de parteira como ocupação. ‘Em muitos municípios, principalmente no interior, onde não existem profissionais de saúde, a parteira é peça fundamental no acompanhamento da gestação e na promoção da saúde da mulher e do bebê. Apesar disso, elas ainda sofrem muita discriminação. É uma injustiça os
governantes ignorarem o trabalho desenvolvido pelas parteiras tradicionais’, afirma Paula Viana, enfermeira e coordenadora do Grupo Curumim.

A negação deste direito trabalhista impacta, em especial, as mulheres das áreas rurais do Estado, já que 88% das parteiras atua na Zona Rural. De acordo com o banco de dados da Secretaria de Saúde do Estado, a maior parte das parteiras estão no sertão (cerca de 478).

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